Queda de cabelo e medicamentos
Queda de cabelo e medicamentos

Medicamentos podem causar perda capilar por diversos mecanismos e, geralmente, atribuir a queda a uma droga é um diagnóstico que necessita de uma avaliação meticulosa de cada caso, sempre atento para uma relação temporal de pelo menos 3 meses até início de sintoma.

O diagnóstico de queda induzida por medicamentos é feito com demonstração cronológica compatível entre exposição ao medicamento e início da queda de cabelo, além da exclusão de outras causas de alopecia. Se houver suspeita, pode-se realizar teste com cessação do medicamento no mínimo 3 meses, e, dessa forma, observar se melhora ou continuidade do sintoma.

Psicotrópicos

Estabilizadores de humor com lítio e valproato de sódio e antidepressivos podem causar queda de cabelo como efeito adverso. O lítio apresenta 12% de alopecia e incidência ainda maior de afinamento capilar. Geralmente, ocorrendo 4-6 meses após o início. Além disso, pacientes que tomam lítio devem ser monitorados nas fuções tireoideanas que podem ser afetadas e alterar o cabelo. Fluoxetina, pode causar queda de cabelo até 1 ano após o início de uso e há relato de queda com uso de sertralina após vários anos.

Anticoagulantes

Vários tipos de heparinas podem induzir queda. Especialmente as chamadas de baixo peso molecular, como: Enoxaparina, dalteparina e tinzaparina. Podendo ocorrer um período de latência de poucas semanas até a queda.

Cardiovasculares

Os comumente utilizados betabloqueadores como metoprolol e propalonol foram descritos como capazes de induzir alopecia. Outros grupos de anti-hipertensivos como inibidores da ECA, hidroclorotiazida, captopril e amiodarona também podem causar queda.

Contraceptivos Orais

Observa-se uma queda geralmente após a interrupção dos anticoncepcionais, geralmente, por conta do efeito antiandrogênico de alguns deles. Alguns a base de progestágenos sintéticos, como levonorgestrel (DIU Mirena), norgestrel, noretisterona e tibolona, podem induzir ou agravar a alopecia androgenética. Em contrapartida, a progesterona bioidêntica, natural, é conhecida pelo seu potencial antiandrogênico.

Retinóides

Usados para psoríase, acne e outras doenças de pele, podem causar queda de cabelo e outros pelos pelo corpo. A perda é relacionada a dose e ocorre pois estes compostos são análogos da Vitamina A, conhecida por causar queda, mesmo na forma de suplementos.

Androgênios

O uso ilícito de esteroides anabolizantes a base de testosterona sintética, suplementos pró-androgênicos com DHEA e outros, como oxandrolona, derivada direta do DHT, são conhecidos pelo seu potencial de agravar situações de alopecia androgenética. Além disso, parecem ser gatilhos muito importantes para o desenvolvimento da condição, nem sempre revertida com a cessação do uso.

Referência: Distúrbios Capilares: Conceitos Atuais Em Fisiopatologia, Diagnóstico e Tratamento – Jerry Shapiro

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Dr. Felipe Cezar Dias CRM-PR 34055

Membro da Sociedade Brasileira do Cabelo e da International Dermoscopy Society.[/et_pb_text][et_pb_button button_url=”http://mmiclinic.com.br/artigos/” button_text=”Ver outras postagens” _builder_version=”3.21″ custom_button=”on” button_text_size=”18px” button_text_color=”#000000″ button_border_width=”2px” button_border_radius=”13px” button_font=”||||||||” global_module=”2225″][/et_pb_button][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]

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