Saiba quais são os novos tratamentos para a Alopecia Androgenética
Saiba quais são os novos tratamentos para a Alopecia Androgenética

Novas abordagens para a alopecia de origem hormonal ainda suscitam diversas discussões, principalmente quando se compara a eficácia com tratamentos já consagrados.

Na alopecia androgenética, ainda estamos procurando um tratamento tópico que seja superior ao minoxidil, que, embora eficaz, é considerado obsoleto pela maioria.

Por exemplo, a bimatoprosta tópica e o CB-03-01 mostraram resultados positivos quando comparados ao placebo, mas a eficácia do minoxidil é superior quando comparada diretamente com os novos fármacos.

No entanto, mesmo que uma droga em investigação não tenha provado superioridade ao minoxidil, ela ainda pode ser útil como tratamento adjuvante ao minoxidil.

A atuação em outra rota de desenvolvimento capilar que é a da via Wnt é uma estratégia relativamente nova no tratamento da alopecia androgenética, com o ativador da via Wnt, SM04554, atualmente sendo estudado com algumas evidências preliminares de eficácia. Todavia, ainda deve ser comparado diretamente ao minoxidil em um ensaio clínico.

Os inibidores tópicos da 5α-redutase, embora não aprovados pelas agências de saúde para este fim, são amplamente utilizados como medicamentos manipulados e as evidências confirmam sua utilidade como um tratamento combinado com o minoxidil tópico.

Medicamentos que atuam em substâncias chamadas prostaglandinas também estão sendo estudados. A PGD2 é altamente expressiva no couro cabeludo de homens com alopecia androgenética e foi demonstrado que altos níveis de PGD2 induzem miniaturização, hiperplasia das glândulas sebáceas e alopecia em camundongos. A informação sobre a eficácia do setipiprant, um antagonista do receptor PGD2 oral em ensaios clínicos, ainda não está disponível.

Há de se apontar que a maioria dos estudos de novos fármacos para a alopecia androgenética se concentra apenas nos homens, o que é lamentável, porque muitos dos que buscam tratamento para a alopecia são do sexo feminino, e hoje sabemos que os mecanismos envolvidos em cada um é diverso.

O objetivo do tratamento para as alopecias é causar o recrudescimento completo dos cabelos, seja pela criação de novos folículos pilosos ou pela reativação de dormentes. A pesquisa com células-tronco está avançando e vários procedimentos envolvendo injeção no couro cabeludo de células-tronco obtidas do folículo piloso, células-tronco adiposas ou células mononucleares autólogas da medula óssea têm sido propostas, mesmo que os resultados ainda não tenham sido provados por ensaios clínicos de boa qualidade.

Ainda que não haja nada tão promissor quanto tratamentos já tradicionais, há motivos para acreditarmos que estamos avançando. As abordagens terapêuticas novas recaem sobre a origem multifatorial da alopecia e, embora não sejam soluções definitivas por si só, sem dúvida podem ser integradas no arsenal terapêutico.

 

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Dr. Felipe Cezar Dias CRM-PR 34055

Membro da Sociedade Brasileira do Cabelo e da International Dermoscopy Society.